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Publicado em Sexta, 14 de Março de 2014 - 09h41

Pouca utilidade

Gessi Taborda


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A decisão da Assembleia Legislativa aprovada pelo plenário, suspendendo o mandato de Ana da 8 (PT do B), de Adriano Boiadeiro (PRP), ambos por seis meses, e de Cláudio Carvalho (PT) por dois meses não servirá para mudar a imagem da Casa perante o eleitorado rondoniense, que sente desrespeitada pela maioria dos deputados protagonistas do espetáculo degradante da convivência de parlamentares com esquemas de corrupção.
Todo o esforço iniciado por José Hermínio, o presidente da Casa, desde sua assunção ao cargo, ainda não conseguiu mudar a imagem pública de que a Assembleia rondoniense está longe de extirpar o amontoado de corruptos que ali atua desde os tempos em que Carlão de Oliveira tornou-se o presidente do legislativo.

EXISTEM EXCEÇÕES

Imaginar que uma simples advertência por escrito ao deputado Jean Oliveira (herdeiro de Carlão) deve ser encarado pela opinião pública como “punição” é um erro crasso de avaliação.
É claro que existem alguns deputa dos corretos, que fazem de seu mandato não um instrumento para o enriquecimento ilícito, mas sim de defesa dos interesses populares. O problema é que essa minoria, ao conviver pacificamente com aqueles enlameados, acaba sendo encarada pela opinião pública como farinha do mesmo saco.
A decisão de ontem, aprovando relatório da Comissão Parlamentar Processante não aplaca a tristeza da sociedade com o Legislativo Estadual.

DESAFIO ELEITORAL

Pode acontecer nas próximas eleições uma varredura para a mudança de grande parte dos seus atuais integrantes, embora seja impossível vassourar todos os corruptos. O eleitor terá na disputa desse ano muito mais dos que os nomes reconhecidos como atores da corrupção. Na corrida por uma cadeira na Assembleia estarão, também, integrantes de câmaras municipais de diversos pontos do estado, também com militância nas aventuras da esperteza.
O poder político em Rondônia (incluindo-se ai o executivo) é uma vergonha. Apodreceu ao longo do tempo e hoje está fedendo. Simplesmente parece não existir mais ética e moral. E é nesse cenário podre que o eleitor terá de garimpar no sentido de renovar as instituições.

HEMORROIDAS E MORALIDADE


Certamente a cirurgia de hemorroidas a que se submeteu o ex-senador cassado por compra de votos e atual presidente do PSDB rondoniense, apontado como suposto candidato ao governo do estado, Expedito Júnior ainda vai dar muito o que falar. Não se trata da questão de ser ou não ser legal o Senado pagar a cirurgia de Expedito (mesmo depois de sua cassação) e o tratamento dentário de sua mulher.
Ao se apresentar como político pronto a ser o guardião da ética no estado, caso chegue ao governo, Expedito não tem o direito de aceitar estas extravagâncias, sem jogar por terra seu discurso de moralidade.
Agora o que está totalmente errado é o Senado ter um plano de saúde vitalício até para senadores cassados (e até seus familiares), reembolsando despesas fora do padrão de qualquer plano de saúde, sem contribuição do beneficiário.
No caso de Expedito, esse fato é ainda mais vexatório. Miliardário, tendo se beneficiado por anos com milhões do governo gastos com segurança privada, Expedito poderia muito bem pagar do bolso esse tratamento. Se houvesse uma oposição aguerrida em Rondônia, o ex-senador cassado enfrentaria um enorme estrago na  campanha que já desenvolve para o governo.

CADEIA FECHADA

O deputado rondoniense Moreira Mendes, líder do PSD na Câmara, apoiou a prisão em regime fechado para devedores de pensão alimentícia, em votação realizada na última terça feira. Para o parlamentar a proposta de favorável à adoção do regime aberto “era café com leite para quem deve a pensão”. O novo texto se diferencia da lei atual por exigir que os presos por dívida de pensão alimentícia sejam separados dos demais e traz a possibilidade de protestar a dívida em cartório, permitindo que o devedor seja incluído nos cadastros de proteção ao crédito.

EM BRANCO

A atuação dos órgãos de defesa do consumidor em Rondônia é quase um mistério. Talvez por essa prática, ninguém consegue informações no âmbito do governo sobre qualquer tipo de evento para marcar o Dia Mundial do Consumidor, que será comemorado em 15 de março (sábado). A discussão sobre assuntos ligados à proteção na era digital foi escolhida pela Consumers International (CI) como tema do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor que acontece, desde 1983, no dia 15 de março. Nesta data, entidades de proteção ao consumidor de todo o mundo organizam atividades de conscientização e discussão sobre o tema escolhido. Certamente, como tudo nesse governo, esta será mais uma comemoração que passará em brancas nuvens em Rondônia.

CRUZ CREDO

Esse negócio de Plano de Saúde no Brasil, a levar-se em conta o volume de reclamações registradas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) é algo simplesmente pavoroso e, pelo visto, sem solução nem a longo prazo.
O Idec divulgou ontem seu balanço de atendimentos realizados em 2013, durante a semana de comemoração do Dia Mundial do Consumidor (15/03). O ranking de atendimentos do Idec mantém o setor em primeiro lugar da lista há mais de uma década, seguido por serviços financeiros, produtos e telecomunicações. Negativa de cobertura, reajustes abusivos e descredenciamento da rede assistencial foram os principais problemas. Os reajustes de planos coletivos, especificamente, estiveram entre as questões mais marcantes do setor em 2013.

INTERMEDIAÇÃO

O vereador Sid Orleans quer por que quer que a prefeitura assuma “uma creche” privada no bairro São Sebastião. Ele próprio é o intermediador da negociação, tendo levado até a “Creche Mãe Coruja” a titular da pasta de Educação do município. Animado com o interesse da Semed, o vereador já está comemorando a abertura da creche sem, contudo, informar quanto isso vai custar à municipalidade e até mesmo como será feita essa aquisição. Certamente o negócio deverá ser analisado por instituições como o TCE e o Ministério Público.

TRUQUE DE MADAME

Certamente a “grande” imprensa da terrinha vai atender o convite do prefeito Nazif e estará na manhã de hoje, na secretaria do Planejamento, para ouvir novas cascatas do prefeito para ouvir, pasmem, o chefe da administração de Porto Velho falar sobre a audiência que teve com a presidente Dilma com quem tratou da situação de emergência causada pela cheia do Madeira.
É algo surreal, tipo truque de madame. Editor sério ignoraria a convocação do prefeito que, de concreto não vai anunciar nada. Mas a chamada mídia amestrada vai estar lá nesse encontro surreal. E deverão de ter de bancar o Mandrake para justificar que o prefeito está “fazendo alguma coisa”. Isso é pura conivência com esse prefeito que não provou nada e nem resgatou nenhuma promessa dos tempos da campanha, quando dizia que “a hora é esta!”.


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