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Publicado em Terça, 11 de Março de 2014 - 08h58

É triste

Gessi Taborda


É triste

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Faltam só sete meses para as eleições onde serão escolhidos os novos deputados (estaduais e federais), o senador, presidente da República e o governador do estado. Pela primeira vez está difícil apontar a composição dos escalados para concorrer aos cargos locais. Isso é decorrência do descrédito da população na classe política e nos partidos.
Para o eleitorado aflora a imagem de que todas as instituições brasileiras estão minadas pela corrupção e o fisiologismo desta podridão ampliada pelo petismo. Por falta de liderança verdadeira, o povo rondoniense ainda não se posicionou claramente sobre ninguém que supostamente vá disputar o cargo de governador. Vivemos – goste ou não – um verdadeiro desastre institucional.

O MOMENTO

E nessa espécie de limbo dos políticos rondonienses não dá para afirmar quem tem condições de levar a principal disputa local para o segundo turno. Afinal, deve haver um segundo turno.
Falam agora no possível lançamento do nome de Acir Gurgacz para o governo. Se o poderoso membro do clã da “Cascavel” pretendente governar o estado, essa seria mesmo a melhor hora para entrar nessa disputa onde – a grosso modo – ainda há ninguém com favoritismo capaz de atrapalhar projetos mais audaciosos.
Acir, senador sem voto (entrou na vaga do cassado Expedito Júnior, condenado por compra de votos), está longe de ser um exemplo de simpatia. E mesmo assim tem a seu favor essa atuação no Congresso sem se meter em trapalhadas ou ações discutíveis do ponto de vista ético.

CONVERSA FRANCA

Se melhorar sua capacidade de conversar com o povão; se mostrar propostas para o eleitor pode até chegar lá. Mas não pode esquecer: o eleitor quer políticos com ideias novas, com uma visão de futuro.
Não basta só criticar o que existe hoje no governo e nas demais instituições. É preciso assumir também um forte compromisso com a transparência, com a luta pelo fim de negociatas com o dinheiro público. E defender um projeto inovador para a gestão pública.

ELEITOREIRA

Não é segredo o desejo do presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, Alan Queiroz, de disputar nesse ano a vaga do Senado, com o apoio de Expedito Júnior.
Assim, sua proposta de conceder o título de Cidadania de Porto Velho ao ex-senador cassado pela compra de votos tem nítido cunho eleitoral. E mesmo assim, a matéria não deverá sofrer restrições da edilidade, acostumada a distribuir essa láurea a personagens sem qualquer lustro.
Agora, se o leitor de Porto Velho conseguir apontar alguma grande realização de Expedito para o município de Porto Velho, certamente deve ganhar o “Troféu Sherlock Holmes”, como descobridor de coisas completamente invisíveis.

DEPOIS DA ENCHENTE

Surge mais uma oportunidade para o prefeito Mauro Nazif reverter as expectativas de fracasso em torno de sua gestão, alimentadas pela mais profunda timidez do primeiro ano de seu governo. Mais do que nunca caberá ao prefeito mostrar serviço depois dessa grande cheia do rio Madeira.
Que o prefeito não passe esse ano todo diagnosticando e assumindo falhas (embora isso seja um ponto positivo), atrasando os benefícios para os moradores de Porto Velho.
Politicamente Nazif vive assumindo posições insustentáveis e até contrárias ao seu passado político. É o que acontece agora com a prática do nepotismo. Quem diria que Mauro iria buscar uma liminar na Justiça para manter parentes nos melhores cargos da prefeitura.

ESPERANDO EVOLUÇÃO

Agora, já com três meses do segundo ano de mandato, o que os portovelhenses esperam é que o prefeito faça evoluir os padrões econômicos, sociais, de segurança, de saúde, de cultura e de educação de Porto Velho.
É trabalhando para resultados práticos na recuperação da cidade após a catástrofe da enchente que Mauro poderá recuperar a credibilidade perdida. Se continuar na velocidade do cágado, as reclamações da população irão corroer ainda mais rapidamente o pouco capital político que ainda detém.
Seu futuro político estará verdadeiramente comprometido, até porque os problemas mais visíveis causados pelas inundações irão afetar não apenas quem vive nas áreas inundadas. Todos serão incomodados pelos danos em vias públicas e na saúde precarizada pela falta de saneamento básico.

CHÁ DE SUMIÇO

Acreditar que Mauro modifique sua gestão como prefeito a partir dessa enchente parece ser pura perda de tempo. Ainda ontem o vereador Sid Orleans relatava as dificuldades de debater com o prefeito, alternativas para os diretamente atingidos pela enchente.
O vereador está procurando identificar áreas de terras que possam ser doadas para a construção de casas destinadas aos desabrigados. “Infelizmente não vejo o prefeito anunciando ações para aliviar o desespero dessas centenas de famílias que perderam tudo na enchente”, disse Sid.
Ele afirmou ontem que Mauro Nazif tomou um chá de sumiço. Sid acrescentou que pode denunciar o prefeito no Ministério Público, “por inoperância ou incompetência”. O vereador compartilha da ideia de que o prefeito não pretende fazer nada para reintegrar socialmente as famílias desalojadas.

“DIMENOR”

Os políticos precisam entender que representam o povo e têm a obrigação de fazer o que o eleitor deseja. O caso da maioridade penal é um exemplo claro: mais de 95% da população clama pela redução. Não há sentido que menores continuem matando sem nenhuma punição. Deve-se julgar o crime, independentemente da idade. Quem mata, rouba, comanda assaltos não pode ser considerado menor. Precisa responder na mesma proporção do crime realizado.

NAS TETAS

Expedito Júnior sempre gostou de ficar do lado que a vaca deita. E assim conseguiu espertamente, mesmo cassado receber quase 20 mil reais do Senado, do plano de Saúde garantido aos senadores. Já imaginou do que seria capaz se um dia chegar ao governo do Estado?

HEMORRÓIDAS

O tucano teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral sob acusação de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Em junho de 2009 a decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em outubro do mesmo ano pelo STF.
Expedito Júnior foi reembolsado em R$ 19.238,6 pelo Senado após apresentar em junho de 2012 notas referentes a um tratamento médico e odontológico para ele e a esposa.
Aqui em Rondônia o ex-senador cassado (que promete ser candidato ao governo) fez boca de siri sobre o assunto. Para o jornal O Estado de São Paulo, explicou: “Fiz uma cirurgia de hemorroida. Foi só essa cirurgia e minha esposa fez um check-up. Mas foi autorizado, passou antes por uma junta médica e foi feito. Acho que o Senado que pagou, né”, afirmou.


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