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Publicado em Quinta, 20 de Março de 2014 - 15h58

Hidrelétricas suspeitas

Gessi Taborda


Hidrelétricas suspeitas

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Prostrado por uma gripe fortíssima, fui poupado de acompanhar, em detalhes, a visita de Dilma e seu sobrevoo às áreas inundadas pela cheia do Madeira. Vi como as figuras políticas de proa do estado, integradas à comitiva da presidente, se quedaram em elogios à mandatária da República, como se ela estivesse verdadeiramente preocupada com as famílias desabrigadas pelo fenômeno e totalmente favorável a atender as demandas do estado.
Apenas o deputado José Hermínio opinou realisticamente sobre a tal visita: “ela veio como advogada das Usinas para calar a boca dos rondonienses”, afirmou na ocasião presidente da Assembleia.

DILMA DESMENTIDA

A afirmação de que “não se pode atribuir culpa” às hidrelétricas do Madeira na questão dessa cheia histórica é desmentida, feita por Dilma em diante do cenário de inundação foi desmentida pelo hidrólogo Jorge Molina, pesquisador do Instituto de Hidráulica e Hidrología (IHH) da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA). Para esse pesquisador há “fortes suspeitas de que as operações das usinas pioraram as coisas".

SUBINDO

Segundo Molina, “o desrespeito aos níveis d'água Santo Antonio sugere que o reservatório esteve armazenando água até que em num certo momento tiveram que ser obrigados a libera-la".
O próprio Molina uma informação nada animadora: “As análises na Bolívia indicam o que o rio  Beni, um dos formadores do rio Madeira, está diminuindo a vazão. Porém o Mamoré, outro formador, está subindo de volume. Isso indica que a cheia vai continuar. E a situação pode piorar”.
Para pesquisadores especializados em barragens e hidrologia o futuro é cheio de incertezas. Esta cheia excepcional e o os acontecimentos dos últimos três ou quatro anos anteriores (como a erosão que Santo Antônio provocou em Porto Velho), colocam em dúvida muitas coisas: os estudos e os projetos das duas usinas, a operação dos reservatórios, os níveis d'água de inundação real, as verdadeiras consequências dos impactos destes projetos no Brasil e na Bolivia e o que pode ocorrer no futuro.

DONA FLOR?

A condenação sofrida pelo ex-governador (e atual senador) Ivo Cassol tornou-o inelegível, sem afastá-lo da articulação de candidaturas para esse ano. O ex-governador, quem diria, faz no momento o papel “Dona Flor e seus dois maridos”. O registro da mídia dando conta de Cassol preparando as candidaturas dos deputados Maurão de Carvalho e Noedi Carlos como candidatos ao governo é exatamente como uma paródia do romance de Jorge Amado, imortalizado no cinema nacional.
O que não está definido é quem fará o papel do “marido” morto e do vivo. Cassol, sabe como ninguém, que nenhum desses “maridos” são lá aquela brastemp na hora de empolgar o eleitorado.

BÚSSOLA

Ninguém em sã consciência consegue entender como o PSD deixou de lado a euforia pela candidatura própria, defendida praticamente desde sua fundação no estado, com manifestos em encontros e seminários onde o nome do deputado José Hermínio (única voz clara de oposição ao governo do PMDB) era sempre incensado como o provável candidato da sigla.
Parecia que o PSD era o único partido usando uma bússola apontada para o palácio Getúlio Vargas. Até mesmo quando começaram as especulações em torno do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, como outro pretende o partido não se afastou da direção da candidatura própria.
Hoje, pelas declarações de Testoni e pela retirada de apoio do comando partidário exercido pelo deputado Moreira Mendes ao deputado José Hermínio, tudo leva a crer que a bússola do PSD foi substituída por uma biruta de aeroporto.  Ora, Testoni permanece licenciado da prefeitura. E não é para ser candidato. Afinal, tem dito que só manterá sua candidatura se o governador não for para a reeleição. Tem medo de que? Candidato de verdade não escolhe adversário.

EM JUNHO

A esdrúxula sobre a suposta candidatura à reeleição do filosófico governador Confúcio Moura continua sendo motivos de preocupação dentro do PMDB. Conhecedor de seu alto índice de rejeição é cada vez menor o entusiasmo do governador em enfrentar uma desgastante campanha eleitoral. E agora tem fontes próximas do Getúlio Vargas afirmando que a decisão de Confúcio só vai sair em Junho, próximo da data limite para a realização da convenção. Se a impopularidade de Confúcio crescer mais alguns pontos, ele não estaria disposto a concorrer a cargo nenhum. E, pelo visto, o PMDB não nenhum substituto pronto para entrar em campo, embora tenha postulante como o dono da Distribuidora Coimbra, que não é competitivo.

REVOADA

Vários nomes com cargos nas diversas esferas do governo podem pedir exoneração de seus postos nos próximos dias. É que o prazo limite de desincompatibilização para detentores de cargos públicos interessados em ser candidatos às próximas eleições termina exatamente no próximo dia 4.
Em Rondônia não é muito comum governantes preparar nomes para a disputa eleitoral. Mesmo assim, esse ano há especulações de que alguns nomes do governo estadual pretendem disputar vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia. O mesmo vale para alguns “janeleiros” da administração municipal.

ARAPUCA

A coluna recebeu reclamações recentes de supostas irregularidades praticadas por “corretores” usando o esquema do “Minha Casa Minha Vida”. Um dos reclamantes acha fundamental que o Ministério Público investigue o assunto.
De acordo com a denúncia, corretores promovem vendas, com promessas de financiamento garantido por gerentes do banco. O cliente paga entrada, cerca de 10% do valor, integral ou parcelado, mas quando o pedido de crédito é avaliado pela instituição financeira, meses depois, e as condições exigidas não são atendidas, o cliente vira vítima e perde o valor aplicado. Ainda não se sabe se há envolvimento de grandes incorporadoras nessa tramoia.

TUDO COMO DANTES

Um dos mais sérios problemas de Porto Velho está no segmento da limpeza pública. E não estou falando apenas da simples varrição de logradouros públicos ou da (péssima) coleta de lixo. Estou me referindo nesse momento aos chamados lixões para lembrar, inclusive ao prefeito Mauro Nazif, que o prazo legal para acabar com os lixões termina no próximo dia 2 de agosto. Essa é a data limite para por ponto final à pura queima de lixo e a implantação dos programas de reciclagem.
Em se tratando de Mauro Nazif é um aviso inócuo. Ele não vai fazer nem uma coisa e nem outra. Se o prefeito não consegue resolver de forma satisfatória a simples coleta, como esperar dele a construção de uma usina que transforme o lixo em energia. Ora, um projeto que transforma lixo em energia, reduz o volume de resíduos e diminui a necessidade de aterros sanitários não pode ser considerado um problema.


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