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Publicado em Quinta, 13 de Janeiro de 2011 - 17h36

Vias públicas estão se tornando depósitos de carcaças de veículos, lixos e matagais e o poder público ignora tudo

Walmir Miranda


Parece piada de mau gosto. Parece uma tremenda brincadeira com a população de Porto Velho, principalmente com as pessoas que trabalham e pagam pesada carga de impostos que engordam os cofres municipais e estaduais, porém, não estão recebendo os serviços e as obras que precisam para terem uma qualidade de vida melhor.
 
Pasmem senhores leitores! É isso mesmo que está ocorrendo com a Capital do Estado de Rondônia: Porto Velho. É só dar uma circulada pelos arredores da cidade para se ver à precária situação urbanística da mesma.

Como vem ocorrendo há muitos anos, a prefeitura municipal não se antecipa ao período invernoso como deveria fazer, e o resultado é o que aí está: bueiros entupidos, centenas de crateras nas esquinas de cada quadra urbana, córregos sujos e cheios de lixo de toda espécie, o mato invadindo e tomando conta de tudo, centenas de terrenos baldios servindo de abrigo para marginais, batráquios, cobras, jacarés, carapanãs, aedes aegypiti (mosquito da dengue), baratas, ratos, moscas e o “escambau”. Tudo colocando em risco a saúde e a integridade física das pessoas, principalmente das crianças.
 
Somente umas poucas áreas da Capital estão bem urbanizadas com ruas asfaltadas, iluminadas, sinalizadas, com rede de esgotos, calçadas e meio-fios, além de rede de abastecimento de água tratada para os seus moradores. Isso pode ser constatado no bairro onde o prefeito petista reside com seus familiares (Jardim das Mangueiras) e alguns membros de sua “corte”.

Ali, até as crateras das esquinas estão devidamente protegidas por resistentes placas de cimento, para que ninguém as retire. Como ocorre, por exemplo, em muitas áreas das periferias mais distantes, pela absoluta falta de vigilância, já que a prefeitura ainda não dispõe de uma Guarda Municipal para auxiliar a polícia na vigilância e proteção desses bens públicos. Porém, pagos pela população através de diferentes taxas e impostos.
 
Muitas ruas e avenidas estão transformadas em depósitos de carcaças de veículos (diversos), sem nenhum tipo de proteção. Na Av. Amazonas, bem pertinho do 5º. DP existe um vergonhoso exemplo desse descalabro, que inclusive, coloca em risco a vida dos transeuntes.

Mesmo assim, a Prefeitura Municipal não faz nada para evitar tamanho desrespeito para com a população. Talvez venha a tomar alguma providência quando ocorrer algum acidente grave, ou até mesmo a perda da vida de alguém.
E aí?

Aí, que a população “se lasque”, vá reclamar pra quem quiser e pronto. Quem pode mais chora menos. É o que diz o adágio popular, que se encaixa perfeitamente nessa questão. Ou não?

Tem mais: a moda agora é colocar anúncios e faixas com dizeres comerciais utilizando a rede de postes de energia elétrica da cidade, ou então, em fachadas de residências, prédios públicos, e até em árvores ornamentais plantadas nas vias públicas.
 
Como ninguém parece fiscalizar nada, os transgressores não estão nem aí.
Fazem isso em incontáveis partes do perímetro urbano da Capital, principalmente em áreas próximas aos centros comerciais de avenidas importantes como: Sete de Setembro, Carlos Gomes, Pinheiro Machado, Abunã, Calama, Costa e Silva, Farqhuar, Campos Sales, Jatuarana, Pau Ferro, José Amador dos Reis, Vieira Cahulla, Rio Madeira, Guaporé, Mamoré, Rio de Janeiro, Alexandre Guimarães, Amazonas, dentre outras de igual importância no contexto viário de Porto Velho.

Contexto esse, que conta com cerca de 450.000 habitantes espalhados por mais de 100 bairros em pouco mais de 2.000 vias públicas, vielas e becos. E com o “boom” populacional crescendo cada vez mais. Tanto que, nos últimos anos a população portovelhense cresceu em mais de 100.000 novos munícipes.
 
Não é só isso, não.

Em alguns pontos centrais da Capital a sinalização de trânsito melhorou. Porém, nas vias de acesso aos bairros periféricos mais populosos isso é coisa que praticamente não existe. Daí o grande número de acidentes, que continuam ocorrendo, mensalmente, envolvendo ônibus, caminhões, automóveis, motocicletas, bicicletas e pedestres. Esses acidentes só fazem aumentar as estatísticas de mutilados e de vítimas fatais, além dos incalculáveis prejuízos financeiros que as partes envolvidas sofrem.

Para completar o serviço de coleta de lixo continua “sofrível” em Porto Velho.

A situação parece que se tornou crômica mesmo. Tudo porque a empresa que “monopoliza” tais serviços à população continua sem provar que realmente tem condições, de sozinha, continuar fazendo esse serviço, mediante contrato com a Prefeitura Municipal.

O resultado é o retrato que aí está: uma população stressada, doente, sofrendo surtos de virose, gripes, cefaléias, tosses, malária, dengue e doenças respiratórias. 

A tudo isso os portovelhenses estão sujeitos, mesmo pagando pesados impostos a prefeitura, ao estado e ao governo federal.
 
Pode-se também imaginar que, essa realidade estaria espelhada na situação de calamidade em que se encontra à área de saúde, pertinente a responsabilidade do Estado. Só que o Estado já encontrou uma saída, ainda que paliativa para o problema: obter ajuda de órgãos federais para colocar em funcionamento um Hospital de Campanha, em Porto Velho, do tipo que é utilizado quando de grandes catástrofes ou tragédias.

Contribui para esse quadro dantesco o fato de Porto Velho não dispor de um Hospital Municipal. Nem mesmo de um Pronto Socorro de Grande Porte. O município possui apenas uma Maternidade, alguns Postos de Saúde, e outros similares que alguns classificam de policlínicas, porém, estas não reúnem condições para realizar procedimentos operatórios complexos. Aí, tudo deságua no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II ou no Hospital de Base Ary Pinheiro.
 
Quer dizer, a administração municipal está longe de poder dizer que “faz bem o seu dever de casa”, na área de saúde. Tudo isso seria em decorrência de questiúnculas políticas com a ex-administração estadual de Ivo Cassol e João Cahulla.
 
O povo conhece muito bem essa “borrasca”, que tem prejudicado os portovelhenses como um todo.
 
Realidade que se transformou em manchetes negativas na mídia nacional, contra o Estado, ou seja, Rondônia está novamente no “olho do furacão”. Porém, não se tem notícia de que os responsáveis por essa “borrasca” estejam nos xadrezes da polícia ou nos estabelecimentos prisionais estaduais, ou se sofreram algum tipo de condenação pela Justiça.

Certamente que as desculpas, que sabem dar, de cor e salteado, os livrará de algum tipo de sanção imposta pela Lei, se por ventura vierem a ser instados pelo Poder Judiciário. Para isso contarão com a orientação precisa e eficaz de bons operadores do Direito, ou seja, de bons advogados.

Muitos comentam que isso seria uma das causas dos presídios estarem abarrotados de negros, prostitutas e pobres, como se comenta no jargão popular. É possível que sim. Porque situações do gênero geram uma sensação de impunidade muito grande nos diferentes segmentos da sociedade.
Triste e dolorida realidade.

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REVISTA PAINEL POLÍTICO

Recebemos e agradecemos ao colega Alan Alex, jornalista de boa verve, um exemplar da revista PAINEL POLÍTICO – No. 1, que está nas melhores bancas da cidade de Porto Velho.

Trata-se de um trabalho jornalístico interessante, que surge em boa hora, para dentre os demais que existem em Rondônia, se tornar um canal a mais para divulgação de temas importantes, em áreas como: política, saúde, segurança, economia, tecnologia, empreendedorismo, projetos de inclusão social, além de matérias elaboradas a partir dos diferentes segmentos da própria sociedade rondoniense.

A revista PAINEL POLÍTICO, a partir dessa primeira edição demonstra que terá como um de seus objetivos maiores à veiculação de tudo aquilo que o Estado de Rondônia vivenciar em seu cenário político, econômico, educacional, tecnológico, bem como de tudo aquilo que venha a se relacionar com a sua consolidação, dentro de um mercado sequioso de informação confiável.
 
As estratégias administrativas a serem colocadas em prática na era da “NOVA RONDÔNIA” certamente terão prioridade especial pelo seu corpo editorial.
 
Neste primeiro número destaca-se a entrevistar com o governador Confúcio Moura, sob o título: “Por que Cassol não quebrou monopólio da EUCATUR em oito anos?”.
 
Mais:

•    Rondônia registra safra recorde de café;
•    Esquenta a briga pela eleição da mesa diretora da Assembléia;
•    Prefeitura de Porto Velho faz “gato” e festa natalina vira caso de polícia.
 
Ao colega Alan Alex, queremos externar votos de sucesso nessa nova empreitada. Talento não lhe falta.
É isso aí.

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ABUSO E DESRESPEITO AO PÚBLICO


Considerável parte da população clama pela intervenção do Ministério Público e da Polícia (através da Delegacia de Jogos e Diversões), nos denominados shows pagos e sob a promessa de sorteios de motos, passagens áreas e outros prêmios.
Tais fatos vêm ocorrendo com freqüência em Porto Velho.
 
Dessa forma, os abusos e desrespeitos ao público pagante vão se multiplicando, sem que os órgãos competentes tomem as devidas providências contra determinados empresários que só visam lucros estratosféricos em suas badaladas “promoções sociais”, principalmente quando da presença de artistas consagrados, cujos preços de ingressos variam de R$ 20 até R$ 60 reais.
 
Denúncias chegadas a esta coluna dão conta que tem sido grande a presença de menores, nessas festas, inclusive, com venda de bebidas alcoólicas para os mesmos. Como se isso não fosse crime capitulado em Lei.
Em outro desses “grandes e magníficos ambientes”, um sorteio de motocicletas, ocorrido recentemente, só teria ocorrido após as 03h30min da madrugada do dia seguinte. 
Isso, além de desrespeitoso ao público pagante é uma vergonha.
Para completar, mesmo os ingressos estando numerados, se as pessoas que os adquiriu não estiverem presentes ao evento - (e forem sorteadas) - FICAM ALIJADAS DE RECEBER OS PRÊMIOS, porque estes só são entregues para que estiver no local.  
Com a resposta quem de direito.     
 
ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!


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