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Polícia

Publicado em Quinta, 29 de Setembro de 2011 - 01h26

EXCLUSIVO: QUEM COMANDOU E AS CAUSAS DA DESTRUIÇÃO EM JIRAU; CONFIRA A ÍNTEGRA DO INQUÉRITO DA POLÍCIA CIVIL

RONDONIAGORA


Chamam-se Ademir Gonçalves Ribeiro e Erlan Gleison Pereira Nascimento os homens apontados pela Polícia Civil de Rondônia como chefes de quadrilha que dilapidou o canteiro de obras da Usina de Jirau entre os dias 15 a 17 de março deste ano. Todos os acusados são do Estado de Pernambuco e os principais acusados não somente confessaram os crimes como apontaram outros comparsas, de acordo com o inquérito assinado pelos delegados Hélio Teixeira Lopes Filho e Alessandro Bernardino Morey e encaminhado ao Ministério Público de Rondônia. A surpresa é que os principais envolvidos foram filmados pelos próprios colegas. 

As investigações levantaram todas as possibilidades para a quebradeira em Jirau e concluíram que a única motivação foi a intenção de destruir. Havia problemas trabalhistas, mas nada a justificar qualquer quebradeira. O bando apontado aproveitou-se para cometer uma onda de crimes, iniciando com a queima de ônibus. O que aconteceu em seguida, como o roubo de dinheiro de caixas eletrônicos foi ato isolado, embora que muitas pessoas tenham participado do crime.

Ademir Gonçalves Ribeiro foi filmado queimando ônibus e é apontado como um dos cabeças do movimento, ao lado de Erlan Gleison Pereira Nascimento. Acuados, entregaram os demais comparsas. “No curso das investigações, conforme detalhado do Relatório Circunstanciado apensado neste inquérito policial, foi identificado parte do bando criminoso que depredou, saqueou, incendiou área de lazer e alojamentos da Construtora Camargo Correa. O mesmo grupo, na maioria oriundo do Estado do Pernambuco, praticou diversos furtos nos alojamentos dos encarregados. Dentre os autores dos delitos logrou-se êxito em identificar ADEMIR GONÇALVES RIBEIRO...........Nesta mesma esteira o indigitado Fls. 11.154/11.156, dos autos ERLAN GLEISON PEREIRA NASCIMENTO, identificado e filmado queimando um dos alojamentos, confessou sua participação nos crimes e delatou seus parceiros, conforme interrogatório na íntegra”, diz o relatório policial. “Identificada à quadrilha de OURICURI-PE que ateou fogo e furtou objetos dos alojamentos, conforme denunciado pelos os indiciados ADEMIR GONÇALVES RIBEIRO e ERLAN GLEISON PEREIRA NASCIMENTO, chegou-se nos demais autores dos atos de vandalismos, sendo eles ROBSON ANTÔNIO DE OLIVEIRA, MANUEL DILCIMAR FERNANDES DA SILVA e AELTON RIBEIRO DA SILVA...Também fazendo parte do Bando Criminoso, conforme explicitado acima, o indiciado MANUEL DILCIMAR FERNANDES DA SILVA - Fls. 11.440/11.442, dos autos, de forma clara e inequívoca, confessou seus crimes e delatou seus comparsas....Nesta mesma esteira, o indigitado AELTON RIBEIRO DA SILVA - Fls. 11.448/11.450, dos autos, confessou sua participação nos delitos apurados neste caderno investigativo”.

Os delegados apuraram as causas da revolta e as condições de trabalho de Jirau são apontadas como fatores motivadores, mas a agressão de um trabalhador por motoristas foi o estopim. A revolta criou contornes gigantes com a massa de trabalhadores no local. O motim foi controlado, mas os delegados apontam que decisões erradas por parte dos serviços de segurança aumentaram os conflitos.
O inquérito desfaz por completo o que os delegados consideram de ideia absurda, de que “a própria Construtora Camargo Corre a teria induzido os trabalhadores atearem fogo e destruir suas instalações, para num futuro bem próximo majorar o valor da obra, ou então justificar a não conclusão da obra no prazo estipulado no Contrato. A outra teoria que foi debatida no meio da imprensa era que os protestos violentos serviriam como guarita para criminosos infiltrados dentro do canteiro de obras subtrair os valores dos caixas eletrônicos. Ainda chegaram a comentar que os "protestos" foram financiados por presos do Presídio Federal, com a intenção de desviar o foco e acobertar uma fuga. Neste apuratório criminal não se colheu qualquer depoimento ou documento que desse margem ou sustentação as hipóteses acima aventadas, portanto, descarto essas possibilidades.”, diz o inquérito.

Principais acusados foram filmados

Filmado quebrando ônibus, Ademir Gonçalves Ribeiro disse que começou a jogar pedras nos veículos porque um deles estava estacionado impedindo a passagem dos trabalhadores. Disse que não começou os tumultos, mas confirmou que era ele que aparecia no mesmo vídeo saqueando um lanchonete. Depoimento importante teve Erlan Gleison Pereira Nascimento, identificado e filmado queimando um dos alojamentos e que confessou participação nos crimes e delatou seus parceiros. CONFIRA A SEGUIR A ÍNTEGRA DO INQUÉRITO POLICIAL:

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