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Polícia

Publicado em Quinta, 21 de Março de 2019 - 17h37

Investigações apontam que mulher de agente penitenciário queria reatar caso com médico; assédio era dela, diz Polícia

da Redação


Investigações apontam que mulher de agente penitenciário queria reatar caso com médico; assédio era dela, diz PolíciaDelegada Leisaloma Carvalho

A Delegacia de Homicídios de Porto Velho concluiu o inquérito que apura o ataque ao médico infectologista Gladson Siqueira, crime praticado pelo agente penitenciário Oziel Araújo Fernandes, na manhã do dia 6 de março, no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho. O acusado está preso.

Segundo a delegada, Leisaloma Carvalho, Oziel Araújo foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, que impossibilitou a defesa da vítima e por meio cruel. “O elemento que ele usou para atacar a vítima é altamente corrosivo e casou sequelas gravíssimas no médico deixando ele cego de um dos olhos. Ele também teve lesões na face, lesões gástricas e outras lesões que o deixou impossibilitado até mesmo de prestar depoimento por causa do seu quadro clínico”, disse a delegada.

Durante as investigações, várias testemunhas foram ouvidas e segundo Leisaloma, tudo indica que Oziel Araújo premeditou o crime. “Ele procurou saber a rotina da vítima, procurou saber os dias e os locais onde o médico se encontrava e preparou o dia exato para realizar a conduta. O acusado surpreendeu a vítima quando ela chegava para mais um dia de trabalho jogando soda cáustica diluída em água dentro de uma garrafa pet no rosto do médico”, esclareceu a delegada.

Ainda segundo a delegada, várias testemunhas viram quando Oziel Araújo chegou ao local em uma motocicleta, com luvas nas mãos, jaqueta e de capacete para dificultar o seu reconhecimento após cometer o crime. “Ele esperou a vítima desligar o carro para que as travas automáticas do veículo ficassem abertas e conseguisse ter mais facilidade em acessar a vítima e lançar a soda caustica”, detalhou.

Ainda segundo a delegada, foi comprovado que a vítima e a mulher do acusado tiveram um caso, mas quando aconteceu o crime eles não estavam mais juntos. Ela disse ainda que esposa do agente penitenciaria é funcionária do Estado e do Município e estava tentando uma transferência para o Cemetron, local onde o médico era plantonista. “Essa transferência não foi efetivada, mas temos informações que ela estava tentando. Outro ponto citado no inquérito, é que a mulher teria sido vista várias vezes no Cemetron nos dias em que ele tirava plantão no intuito de manter a relação, mas o médico não queria”, afirmou Leisaloma Carvalho.

A delegada afirmou que a versão dada pelo agente penitenciário de que sua mulher estava sendo assediada pelo médico não foi confirmada. “Essa versão não procede em razão das outras informações que nós temos porque o que mostra ao contrário que o interesse partiu dela”, finalizou a delegada.

O ataque

O crime aconteceu no estacionamento do Cemetron, onde o agressor já estava sentado em uma motocicleta, quando o médico chegou para iniciar o plantão. O homem se aproximou, começou a conversar com a vítima e, logo em seguida, abriu uma garrafa pet com ácido e jogou no rosto do infectologista. O produto atingiu a boca e o olho da vítima.

Imediatamente o médico reagiu e atirou contra o agente penitenciário acertando o ombro. Mesmo ferido, o agente também revidou os tiros. A lataria do carro do médico e ao menos outros dois que estavam no local ficou com marcas de tiros.

Desesperada, a vítima correu para dentro do Cemetron pedindo ajuda. Os médicos realizaram os primeiros socorros, uma ambulância foi acionada e encaminhou a vítima para o Hospital de Base.

Horas depois, o agente penitenciário decidiu se apresentar na Delegacia de Homicídios escoltado por um forte esquema de segurança feito por agentes penitenciários do Grupo de Ações Penitenciarias Especiais (Gape) e confessou o crime.

Para a delegada Leisaloma, Oziel contou que teria ido ao local para tirar satisfações com o médico após ele flagrado o médico mandando mensagens no WhatsApp de sua esposa o assediando. Ele disse ainda que não tinha a intensão de atacar a vítima e que apenas se defendeu dos tiros que o médico efetuou contra ele.

No mesmo dia, a delegada solicitou à Justiça a prisão preventiva do acusado, o juiz autorizou e policiais civis cumpriram o mandado.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/policia/investigacoes-apontam-que-mulher-de-agente-penitenciario-queria-reatar-caso-com-medico-assedio-era-dela-diz-policia)
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