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Política

Publicado em Quarta, 05 de Janeiro de 2011 - 07h54

CONFÚCIO DECRETA CALAMIDADE PÚBLICA NA SAÚDE DE RONDÔNIA

RONDONIAGORA


Dizendo-se indignado, o governador Confúcio Moura (PMDB) anunciou durante a madrugada que irá decretar situação de calamidade pública na saúde Rondônia. Disse que ficou horrorizado com o quadro do setor após fazer uma visita surpresa ao Pronto Socorro João Paulo II e afirmou que não terá vergonha de denunciar o caso ao país. “Um quadro de verdadeiro horror, sofrimento humano exposto, deprimente à vista de qualquer vivente sadio ou doente. É pouco o discurso, é pouco a boa intenção, é pouco reunião ou outra, é insignificante o constrangimento, é desprezível um singelo planejamento de situação. O que vi é caso de se decretar sem nenhum vexame e colocar a boca no trombone para o Brasil inteiro, gritar forte, brasileiramente o grito do Madeira - CALAMIDADE PÚBLICA NA SAÚDE DE RONDÔNIA. Situação de iminente risco. Ali, com toda boa vontade de médicos e enfermeiros, nada supera o ambiente de improviso, risco de morte a qualquer momento, a inércia absoluta do Estado, uma dor dilacerante que nos corta por dentro e por fora.”, assegurou.

Ele também visitou uma escola e o presídio Ênio Pinheiro. Na escola, disse que estava abandonada como as demais da rede estadual.  Já no Ênio Pinheiro concordou que a realidade dos apenados é dramática. Confira o que disse o governador em seu blog:

Depois da festa de reverência ao Estado, convidei o secretariado para conhecer o Pronto Socorro João Paulo II, uma escola estadual na Zona Leste de Porto Velho e a penitenciária Ênio Pinheiro. O pessoal fica de longe trabalhando e o dia some na rotina e o tempo passa e termina que a gente não conhece os pontos mais importantes para se visitar, que justamente são escolas, presídios e unidades de saúde (urgência e emergência). Não belo seu estertor de beleza, mas, pela dura realidade que se apresentam.

A escola que visitamos não foi preparada para o ano letivo que iniciará mês que vem. É grande. Estava vazia pelo feriado, apenas, um guarda e uma servidora da secretaria, devota, que ali estava fora do seu dia de compromisso formal. Numa escola pública gosto de ver a água de beber e o banheiro. Como sempre, igual a outras tantas, estas partes estavam desleixadas. A aparência não me remeteu a um sentimento de qualquer mudança do perfil de qualidade que deve empreender uma escola no ano 2011. Então, tudo está por se construir a partir desta base de realidade.

João Paulo II - bem mais feio do que é dito, quase dantesco, um quadro de verdadeiro horror, sofrimento humano exposto, deprimente à vista de qualquer vivente sadio ou doente. Não combinou o meu discurso à frente do Palácio com a realidade. Rondônia tem o lado bonito e o lado feio. O lado florido e verde floresta e a dor surda, gemida, quase calada, sucumbida de gente pobre, infelizmente, submetida ao poder do Estado, completamente sobrevivida. O Estado não terá motivo para orgulho e nem para respeito enquanto perdurar esta situação. Será a mancha negra em minha vida que há de se apagar, é o que espero.

É pouco o discurso, é pouco a boa intenção, é pouco reunião ou outra, é insignificante o constrangimento, é desprezível um singelo planejamento de situação. O que vi é caso de se decretar sem nenhum vexame e colocar a boca no trombone para o Brasil inteiro, gritar forte, brasileiramente o grito do Madeira - CALAMIDADE PÚBLICA NA SAÚDE DE RONDÔNIA. Situação de iminente risco. Ali, com toda boa vontade de médicos e enfermeiros, nada supera o ambiente de improviso, risco de morte a qualquer momento, a inércia absoluta do Estado, uma dor dilacerante que nos corta por dentro e por fora.

Vou encarar a dramática situação - como uma operação de guerra. Preciso de todo mundo. E vou agir com excepcionalidades que me cabe a lei para a tomada de posição. Porque na guerra é tudo ou nada.

Por fim - ENIO PINHEIRO, hora avançada, vimos o pátio e uma cela de presos doentes, mentalmente abalados, muitos e fiquei olhando o cenário, ninguém me respondeu ao meu bom dia, olharam-me e tiraram os seus olhos de mim. Os que estavam deitados ali se mantiveram imóveis, impassíveis aos visitantes, indiferentes ao mundo inteiro. Fiquei sabendo que não estão medicados e nem assistidos.  Outro ponto igualmente negro do Estado.

O que devo fazer, minha gente? Além de me indignar? - É agir. Sei que não farei nada por milagre ou desabafo, mas, agir com prudência e determinação, para que no período em que for governador, possa deixar uma marca um pouquinho melhor de dignidade humana, principalmente destes três pontos clamorosos - a saúde, a educação e a segurança pública.

Eu juro que me darei inteiro ao trabalho. Amanhã conto mais alguns procedimentos e medidas tomadas.


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