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Publicado em Sexta, 11 de Março de 2011 - 09h17

Caça aos Profissionais de TI

Henderson A. Bragança


Caça aos Profissionais de TI

Preocupados com o possível blackout de profissionais de TI, no dia 25 de Janeiro o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) Marcos Túlio de Melo se reuniu com o secretario de Comércio e Serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Humberto Ribeiro para discutir um possível recenseamento dos profissionais de TI. Isto porque o Confea acredita que este será um dos gargalos do crescimento do país a médio e longo prazo. A curto prazo a demanda será nas olimpíadas, copa do mundo e Pré-Sal.

Este senso em um primeiro momento, segundo o Confea, seria para identificar onde estão estes profissionais, se atuam na área, em que se formaram, se tem domínio de línguas estrangeiras e se estão dispostos a se especializar. “O conhecimento desse potencial viabiliza políticas concretas para oferecer atualizações profissionais” afirma Marcos Túlio.
Já no segundo momento serviria para a criação de cursos de capacitação por universidades e grandes empresas. Ainda segundo o Confea para que o país não sofra imediatamente com a falta de profissionais, estuda-se a entrada de mão de obra estrangeira caso os países de origem destes profissionais se comprometam em receber mão de obra brasileira quando suas economias retomarem o crescimento. Este mesmo problema atinge o setor de engenharia.

Sem dúvida a falta de mão de obra qualificada na área de TI deve ser uma preocupação, mas agora eu pergunto. Porque o Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) é que esta preocupado com o pessoal de TI? A resposta é, porque não temos um conselho. Será que eles não teriam estes dados em mão se já tivessem regulamentado o conselho de tecnologia?

É evidente que instituindo um conselho de Tecnologia estaríamos pagando para sermos fiscalizados, porém um conselho tem seus benefícios. Ele institui o valor mínimo de honorários, piso salarial, verifica a regularidade do exercício da profissão, etc. Contudo apenas o conselho não seria a solução para os nossos problemas. O que de fato contribuiria para a valorização dos profissionais de TI seria uma regulamentação que determinasse às organizações a posse de um profissional devidamente credenciado em seu conselho de classe avalizando os processos e tecnologias adotadas por ela. Isto por que daqui para frente, cada vez mais, a tecnologia será a base que sustentará todos os processos, na venda de seus produtos/serviços, no controle da organização, nas comprovações fiscais, caso um destes falhe o prejuízo é inevitável.

Outro ponto positivo para a sociedade é poder usufruir de um nível cada vez maior de qualidade nos serviços de informática, isto por força as pessoas que tem afinidade com a área de TI a se qualificar.
É claro que esta matéria ainda terá que ser muito debatida, pois o assunto é muito abrangente, no entanto acredito que este senso, caso venha a se confirmar, será o primeiro passo para a valorização do profissional de TI e a regulamentação efetiva da classe.

O autor é bacharel em Sistema de Informação
Especializando em Tecnologia da Informação
henderson.braganca@gmail.com


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