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Publicado em Domingo, 15 de Setembro de 2013 - 10h13

O Máscara - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


O Máscara - Por Ivonete Gomes

De acordo com a ciência que estuda a origem das palavras, provavelmente, a expressão máscara tenha vindo do latim mascus ou masca = fantasma, ou do árabe maskharah = palhaço ou homem disfarçado. Independente da etimologia - e quando não se trata de fantasia carnavalesca ou adereços de peças teatrais - a aplicação da palavra está sempre aliada ao termo falsidade.

Daí a sentença “a máscara caiu”, utilizada para adjetivar como hipócrita o comportamento de determinada pessoa. Embasado nesse contexto parece--nos bem oportuno dignificar um jornalista de Rondônia por nome Nilton Salina com a alcunha Máscara. Por ora, deixemos de lado o primeiro significado oriundo do árabe, “palhaço”, para não emprestamos tanta dignidade a quem não merece. Fiquemos, neste primeiro momento, com a definição “homem disfarçado” e, logo mais, com a expressão fantasma.

Financiado por um esquema montado para desconstruir reputações, Salina vem utilizando as páginas de um jornal criado recentemente para garantir o sucesso na empreitada. De conteúdo esdrúxulo e mal redigido, o tabloide só chama a atenção graças às fotos de jovens seminuas estampadas na capa, prática de apelo sexual que jornais de quinta categoria abandonaram há quase uma década. Nas redes sociais o jornal é chamado de “O Nojentão”, em referência ao conteúdo altamente sensacionalista e escrachadamente mentiroso.

Além das moças de capa, o jornal também tem despertado a curiosidade por outro fato. Há informação, entre formadores de opinião nos quatro cantos de Rondônia, de que o novo “veículo de comunicação” pertence ao senador Acir Gurgacz (PDT). É certo e incontestável que seus redatores, assim como os editores Nilton Salina e Carlos Esperança, trabalham no mesmo prédio do SGC (Sistema Gurgacz de Comunicação), onde funcionam o jornal Diário da Amazônia e Rede TV Rondônia de Televisão. O novo jornal é distribuído junto com o Diário. Causa imensa estranheza, a dama Ana Gurgacz, pessoa de conduta séria e ilibada, recentemente posta como mandatária do SGC permitir tamanha baixaria. Há quem diga que o parlamentar desconhece o que vem ocorrendo dentro da própria empresa. Justiça seja feita, não podemos creditar a um senador da República, um gentleman, algo tão vil quanto o encarte de um apócrifo dentro do Diário da Amazônia chamando de corrupto procurador-geral de Justiça do Estado de Rondônia, Héverton Aguiar. Melhor não crer em tamanho desrespeito a uma das figuras que comanda a instituição que mais vem lutando e atuando contra a corrupção e o crime organizado.

Deixando de lado as ilações de total ignorância dos diretores e proprietários do SGC sobre o conteúdo de encartes e do tal folhetim impresso na gráfica do Diário da Amazônia e distribuído pela Eucatur , voltemos a falar de etimologia. Desta vez emprestando ao editor-chefe de O Nojentão a expressão que vem do latim mascus ou masca, cujo significado é fantasma, como dito anteriormente. Nilton Salina grunhe do alto de suas alucinações a existência de colegas fantasmas assombrando os corredores da Assembleia Legislativa. Imputa-lhes o crime de peculato, seguindo tipificação errônea de delegados da Operação Apocalipse. Portanto, utilizemos da mesma cortesia do colega, mas com embasamento e documentos comprobatórios dando conta que, além de emprestar o nome para a folha paralela do então presidente da Assembleia Legislativa, Carlão de Oliveira (Operação Dominó), Nilton Salina empregava o pai, já falecido, Andre Mirto Salina e a esposa Terezinha de Paiva Martins Salina. Todos nomeados e exonerados em atos comuns.

Ocorre que, é corriqueiro o entra e sai de Nilton Salina da folha da Assembleia Legislativa. Recentemente, foi exonerado pelo presidente em exercício daquela casa, Maurão de Carvalho, porque se recusava a comparecer ao trabalho. Mas, Nilton Salina não comete neste ato o crime de peculato. Pode vir a ser denunciado, talvez, por crime ainda pior: estelionato. Senão vejamos: Consta que o pai de Nilton Salina jamais residiu em Rondônia no período em que estava empregado na Assembleia Legislativa. Documentos obtidos pelo RONDONIAGORA revelam discrepância nas assinaturas em todo o calhamaço de papeis exigidos para nomeação no cargo. Na pasta funcional do patriarca da família Salina não há sequer comprovante de endereço, apenas, e tão somente, uma declaração preenchida, coincidentemente, com a mesma letra de Nilton Salina.

De acordo com o Cadastro Nacional de Falecidos, Andre Mirto Salina faleceu no dia 16 de maio de 2006, mas só foi exonerado três meses depois. Como e se recebeu depois de falecido?! Eis uma das perguntas que Nilton Salina terá que responder ao Ministério Público de Rondônia. Está aí nossa ciência das palavras nos emprestando sabedoria para aplicação em caso concreto do termo MÁSCARA.


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