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Publicado em Domingo, 17 de Novembro de 2013 - 10h58

No voto do "pelo menos" Roberto Sobrinho é federal - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


No voto do "pelo menos" Roberto Sobrinho é federal - Por Ivonete Gomes

Com quase 80% dos votos, o deputado federal Padre Ton foi conduzido no último fim de semana ao cargo de presidente do Diretório Estadual do PT em Rondônia. A vitória esmagadora sobre o adversário Edson Silveira foi comemorada pelo grupo de Roberto Sobrinho e garantiu o nome do ex-prefeito na corrida por uma vaga na Câmara Federal.

O discurso de campanha interna do parlamentar esteve recheado de termos como ética e renovação, mas o padre sem batina foi o primeiro a dar o tom de impunidade aos companheiros da sigla apontados como corruptos pelos ministérios públicos federal e estadual.

Em um primeiro momento, manifestou-se pelo afastamento e expulsão da deputada Epifânia Barbosa, ré confessa na Operação Termópilas, em seguida voltou atrás do posicionamento e defendeu apenas a penalidade esdrúxula de “censura pública” – uma nota escrita pelo próprio partido lamentando a conduta inapropriada de seus filiados.
Ainda pior. Nos casos de improbidade envolvendo Roberto Sobrinho, Mirian Saldaña,  Joelcimar Sampaio e Israel Xavier, presos nas operações Luminus, Vórtice e Endemia o deputado atuou como advogado de defesa e irritou pequena ala formada por petistas que, na ocasião, exigiam uma limpeza geral na sigla. O desconforto àqueles que prometiam uma resposta à sociedade culminou com desfiliações, inclusive de fundadores do partido no estado, à exemplo do advogado Ernandes Segismundo.  

Ao anunciar o desligamento do PT, o militante denunciou que “os grupos políticos internos liderados pelo deputado federal Padre Ton e pelo deputado federal Anselmo de Jesus serviram vergonhosamente de para-choques de Roberto Sobrinho e Epifânia Barbosa, isto à custa de complicadíssimas trocas de favores político-eleitorais, o que demonstra que também na esfera interna do PT não há virgem no bordel”.

A evasão dos bem intencionados deixou desguarnecido o grupo da ex-senadora Fátima Cleide e limpou o céu da turma de Sobrinho para o voo do brigadeiro.  E não se iluda o leitor. O voejo pode terminar em Brasília, caso estejam corretos os números das pesquisas eleitorais feitas por vários partidos em institutos diferentes.

As projeções, estimuladas e espontâneas, apontando vantagem do ex-chefe do Executivo portovelhense sobre demais pré-candidatos, indicam certa falta de esmero do eleitor da capital com a política. Mais que isso, demonstram uma forte tendência de voto a la Maluf do “pelo menos” ou, como diriam os mais iludidos, “roubou, mas fez”. Analisemos.

Acometido de senso de urgência, o eleitor não poupa esculachos à administração do prefeito Mauro Nazif (PSB), merecidas até certo ponto pelas promessas eleitorais de redenção imediata. O pessebista prometeu resolver a toque de caixa graves problemas da cidade como alagações, limpeza e transporte. Ocorre que, graças à incompetência, inoperância e corrupção do antecessor e demais assessores de primeiro escalão, Nazif começou a labuta dividindo a chefia da cidade com o Tribunal de Contas, Ministério Público e Justiça.  Óbvio que pelo volume de processos e gravidade das denúncias, esses órgãos pouco puderam colaborar no quesito agilidade.

Pela demora em retirar Porto Velho do caos, diz-se que Nazif é o maior cabo eleitoral de Roberto Sobrinho.
Uma visão simplória aos que buscam a crítica embasada em fatos, mas demasiadamente difundida a ponto de colocar o atual prefeito no patamar dos 72% de rejeição popular.

A incredulidade do morador da capital rondoniense vem da sua mais absoluta falta de paciência. Ao longo de toda administração petista viu obras mal executadas sem durabilidade de um inverno, viadutos abandonados, postos de saúde caindo e transporte público definhando. Por outro lado, para alguns, Roberto Sobrinho “pelo menos” fez obras; “pelo menos” entregou UPA´s; “pelo menos” começou os viadutos e “pelo menos” manteve ônibus circulando.

Perdurando essa ideologia do contentar-se com quase nada, melhor o PT lançar Fátima Cleide ao governo. “Pelo menos” nunca se envolveu em escândalos de malversação de dinheiro público e, “pelo menos” não apoiou companheiros corruptos. Fato.


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