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Publicado em Quarta, 14 de Agosto de 2013 - 10h19

UMA SESDEC PARA CURTIR E COMPARTILHAR - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


UMA SESDEC PARA CURTIR E COMPARTILHAR - Por Ivonete Gomes

O Facebook tem sido a mais eficaz fonte de notícias, sobretudo as oriundas da segurança pública rondoniense. Na rede caem informações que vão de anúncios antecipados de operações à divulgação de aquisição de equipamento na ordem de 700 mil reais. Difícil saber se máquina tão valiosa estará segura debaixo de prédios fadados a desabar sobre a cabeça de agentes e delegados.  

A lembrança dessa falta de investimentos nas delegacias nos últimos 30 anos – sejamos justos com o Governo da Cooperação – nos remete à primeira entrevista coletiva pós-Apocalipse. A Sesdec utilizou o espaço de um sindicato para reunir a imprensa em ambiente salubre. E, relembrando das informações repassadas naquele primeiro momento, é impossível não fazer uma retrospectiva de fatos, alguns no mínimo recheados de contrariedades. Senão, vejamos.

O secretário de segurança, Marcelo Bessa, foi enfático na assertiva de que o governador Confúcio Moura tinha total desconhecimento da operação Apocalipse, aliás, sugeriu diversas vezes ao grupo de jornalistas presentes que ele próprio estava fora de todo o processo de investigação, justificando a presença no fato de ser o mandatário da pasta. Não poupou alfinetadas ao Ministério Público do Estado e exigiu em alto e bom tom o mesmo destaque dado a operações realizadas pela Polícia Federal. Foi fácil.  A PF nunca se justificou tanto, muito menos precisou de tantas notas com moções de apoio ao próprio trabalho.

Quinze dias depois, vem a público, através do MP, a informação de que Confúcio e Bessa não só tinham conhecimento das investigações como realizaram reuniões com promotores e procuradores para discutir legalidades, jurisdições e procedimentos.

Outro ponto. Naquela primeira coletiva, o secretário foi questionado sobre a veracidade de informações vazadas para a imprensa de um suposto grampo clandestino nos telefones do presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho. Bessa repetiu o que havia dito meses antes: - “essa notícia é mentirosa e leviana”.

Novamente, quinze dias depois, vem à tona, em decisão de prorrogação de afastamento do deputado, proferida pela juíza Sandra Silvestre, uma conversa de Hermínio com o procurador-geral de Justiça, Héverton Aguiar. Quem, portanto, estava com telefones interceptados?

Eis que agora se descobre a existência do inquérito policial número 136/12 para investigar a denúncia de um delegado sobre interceptações telefônicas ilegais enxertadas no processo inquisitorial que culminou na operação Hidra, realizada para desmantelar uma quadrilha que atuava no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Sabe-se da existência de pelo menos três autoridades vigiadas sem a devida a ordem judicial.

Mais uma vez, o secretário Marcelo Bessa utilizou a ferramenta de interatividade criada por Mark Zuckerberg para noticiar que vai investigar jornalistas que divulgaram a existência dos grampos ilegais. Não curti.

Por enquanto, são essas as novidades da segurança pública de Rondônia. Sugiro ao leitores que parem de perder tempo lendo este artigo e voltem para o Facebook. Se souberem algo sobre o menino desaparecido Arthur Pietro e pistas dos assaltantes que aterrorizaram Machadinho do Oeste no último fim semana, compartilhem.


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