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Publicado em Terça, 03 de Maio de 2011 - 14h41

NOSSOS CONTOS E A HISTÓRIA DA CAROCHINHA - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


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"Há somente uma diferença: hoje, não é o Ratão, mas o povão que

sempre cai no caldeirão ao buscar a sopa de eleição"
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Era uma vez uma linda carochinha, que encontrou cinco réis enquanto varria a cozinha. Com o dinheiro, foi comprar uns brincos, um colar e um anel, pôs-se à janela e perguntou?
- Quem quer casar comigo?
Passou um burro e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Chamo-me im om, im om, im om.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito feia.

A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um cão e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Ão, ão, ão.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito grossa.

A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um gato e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Miau, miau, miau.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito fina.

A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um rato e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Chamo-me João Ratão.
- Tu sim, tens uma voz bonita, quero casar contigo.

A carochinha e o João Ratão casaram e foram muito felizes. Porém, certo dia, a carochinha disse ao João Ratão que estava na hora de ir à missa.

O João Ratão, que era muito guloso, disse que não podia ir porque estava doente.
A carochinha, que fazia a refeição, disse-lhe então que não mexesse no caldeirão.
Depois da carochinha sair, logo o João Ratão foi espreitar o caldeirão.
Espreitou, espreitou e trum, deu um grande trambolhão e caiu no caldeirão.
Quando a carochinha chegou, procurou, procurou o João Ratão mas não o encontrou.
Muito aflita, a carochinha entrou na cozinha, viu o João Ratão caído no caldeirão e disse:
Ai o meu João Ratão, que caiu no caldeirão! Ai o meu João Ratão, que caiu no caldeirão!


O conto infantil com registros datados de até meados de 1697 contribui com a insônia de qualquer adulto quando, por analogia, é colocado nos tempos da política atual. Supondo ser o eleitor a carochinha ávida por um bom casamento com político comprometido na solução dos problemas sociais, econômicos e de infraestrutura, a escolha por motivos errados coloca sempre um João Ratão no altar. Há somente uma diferença: hoje, não é o Ratão, mas o povão que sempre cai no caldeirão ao buscar a sopa de promessas de eleição.

O conto da transposição

Seguimos vivendo, embalados pelos contos criados por nossos representantes em todas as esferas de poder. Temos o conto da transposição, por exemplo, alimentado pelo senador Acir Gurgacz (PDT) com entrevistas feitas por funcionários da sua emissora de televisão em Brasília com a ministra Mirian Belchior. “Tá quase, nos finalmente, não tem prazo, mas eu acredito” - falou nada com nada a comandante do Planejamento.
- Tadinha da transposição!
Teve pai e teve mãe.
Hoje ela é órfã e o servidor está na mão!

O conto dos reajustes

Temos ainda o conto do reajuste de salários do servidor público. O orçamento aprovado pelos deputados fala em apenas 6%, mas o contador de fábulas da Assembléia Legislativa, Valter Araújo, afirma que vai mudar a estorinha, na tentativa de sair como o príncipe salvador do funcionalismo público. 
- Quero dialogar sobre um aumentão, mas os deputados me amarraram no orçamento  vilão.
 

O conto petista

Remetem-nos também as lembranças dos contos, as fábulas petistas. A cidade que faz de conta que tem prefeito acaba de ser agraciada com uma campanha educativa de respeito à faixa de pedestre. Antes que o gato mie, o cachorro lata e burro relinche para alertar sobre a falta da sinalização, o texto enviado pela assessoria informa que: “se não houver faixa de segurança, atravessar a via sempre em linha reta, nunca em sentido diagonal.” E como um bom conto é sempre curto, não falaremos da Vieira Caúla, dos viadutos que são do Governo Federal, da rodoviária que mudaria de endereço, das reformas não feitas nas escolas municipais, dos quilômetros de asfalto, das obras inacabadas, do apoio da companheirada de Brasília etc, etc e etc.

- Batatinha quando nasce
espalha rama pelo chão,
cresce, cresce, cresce
quando vê um buracão.

 

Troca de comando

Correu na manhã desta terça-feira nos bastidores um forte comentário sobre a queda do comandante geral da Polícia Militar, coronel Paulo Cesar de Figueiredo, oficialmente negado pela cúpula da segurança pública. A informação acontece no momento em que a caserna entra novamente num clima tenso por causa de transferências de praças envolvidos com a última greve dos policiais. No lado governista, há uma certa desconfiança e insatisfação com a postura do coronel na condução do movimento paredista deflagrado pela PM. Observou-se o completo desrespeito a hierarquia e a falta de pulso com os comandados.

“Vale” comunista

Defenestrado mais uma vez da Assembléia Legislativa, o ex-deputado David Erse (PC do B) foi nomeado assessor especial do governador Confúcio Moura com CDS 20. Na verdade, David queria desalojar algum companheiro lotado nas pastas de primeiro escalão, mas não logrou êxito. David, agora, se prepara para disputar as eleições municipais, mas desacreditado junto ao eleitor. É bem votado, mas nunca leva.

Em dúvida

O deputado federal Carlos Magno (PP-RO) só deixa as fileiras progressistas caso o PSD consiga registro na Justiça Eleitoral até meados de setembro. É o prazo máximo para troca de partido para quem pretende disputar as eleições de 2012. O parlamentar é pré-candidato a prefeito de Ouro Preto do Oeste, hoje governada pelo ex-deputado Alex Testoni (PTN), que traiu o senador Ivo Cassol (PP-RO) e se debandou junto o irmão, Jaques Testoni (PTN), para o lado governista. Se depender do deputado federal Moreira Mendes, futuro presidente do PSD regional, Carlos Magno disputa sim as próximas eleições, porque haverá tempo suficiente para formatação da legenda em caráter definitivo.


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