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OPERAÇÃO TERMÓPILAS, QUE ACABOU COM BANDO DE VALTER ARAÚJO COMPLETA UM ANO

Sábado, 17 Novembro de 2012 - 12:44 | RONDONIAGORA


OPERAÇÃO TERMÓPILAS, QUE ACABOU COM BANDO DE VALTER ARAÚJO COMPLETA UM ANO

A Operação Termópilas completa um ano neste domingo. A ação, uma das maiores já realizadas no Estado, mandou para a cadeia o ex-deputado estadual Valter Araújo, o ex-secretário de saúde José Batista e dezenas de empresários e servidores corruptos, além de denunciar políticos que recebiam mensalão na Assembleia Legislativa de Rondônia.


Outra parte do bando, a política e empresarial e que não detém foro privilegiado vem sofrendo abalos na Justiça. Em julho, um dos operadores do esquema no Detran, Marcos Alves Paes foi condenado por divulgação de informações sigilosas. Ele repassava os dados para o restante da quadrilha de Valter Araújo. Outro já condenado foi o empresário Júlio César Fernandes Martins Bonache, que pagava propina a deputados. Outros que já condenados foram Esmeraldo Batista Ribeiro, Clauzemir Teixeira Lima e Maria Aparecida Daves de Moraes.
Durante a Operação, além de Valter Araújo, outros 7 parlamentares apoiavam seu esquema e foram citados como membros ativos do esquema: Epifânia Barbosa (PT-Porto Velho), Ana da 8 (PT do B-Nova Mamoré), Flávio Lemos (PR-Porto Velho), Jean Oliveira (PSDB-Porto Velho), Euclides Maciel (PSDB-Ji-Paraná), Saulo Moreira (PDT-Ariquemes) e Zequinha Araújo (PMDB-Porto Velho). Fora o líder do bando, que foi cassado, os demais receberam punição branda e os que pertenciam à Mesa Diretora renunciaram. Saulo Moreira se livrou e acabou inocentado. Ele foi flagrado recebendo uma caixa de sapato recheada com dinheiro. Em todos os casos, existem gravações feitas pela Polícia Federal. Os processos políticos contra todos foi julgado somente em maio desse ano.

Condenados

Outra parte do bando, a política e empresarial e que não detém foro privilegiado vem sofrendo abalos na Justiça. Em julho, um dos operadores do esquema no Detran, Marcos Alves Paes foi condenado por divulgação de informações sigilosas. Ele repassava os dados para o restante da quadrilha de Valter Araújo. Outro já condenado foi o empresário Júlio César Fernandes Martins Bonache, que pagava propina a deputados. Outros que já condenados foram Esmeraldo Batista Ribeiro, Clauzemir Teixeira Lima e Maria Aparecida Daves de Moraes.

Um dia que entrou para a história

A Operação Termópilas foi realizada pelo Ministério Público de Rondônia, em conjunto com a Polícia Federal, que deflagrou na madrugada de 18 anos de novembro de 2011 uma grande ação policial para combater organização criminosa estabelecida no âmbito da administração pública do Estado, que tinha a finalidade de desviar recursos públicos, dentre eles, verbas do Sistema Único de Saúde.

Foi a primeira etapa do trabalho de investigação, que contou com o trabalho do Centro de Atividades Extrajudiciais (CAEX- MPRO) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-MPRO) e da Polícia Federal.

Constatou-se que o grupo praticava crimes nas Secretarias de Estado da Saúde (SESAU) e Justiça (SEJUS) e no DETRAN, objetivando favorecer as empresas Reflexo Limpeza e Conservação LTDA., ROMAR -  Prestadora de Serviços LTDA., Fino Sabor Comércio de Serviço de Alimentos LTDA., MAQ-Service - Serviços Contínuos LTDA., Contrat - Serviços Especializados LTDA-ME., dentre outras. Pertencentes a laranjas, estas empresas ocultavam os verdadeiros proprietários, como é o caso da Reflexo e ROMAR, que são de propriedade de Valter Araújo. Referida Organização Criminosa agia “loteando” licitações e contratos de prestações de serviços junto à Administração Pública Estadual mediante corrupção e tráfico de influência. Indícios apontam para o envolvimento de oito deputados, além de vários outros empresários e servidores públicos.

Os crimes perpetrados são de extorsão, formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, bem como outros previstos na Lei de Licitações e na Lei de Lavagem de Dinheiro.

A ação envolveu 300 policiais federais e agentes da Controladoria-Geral da União. Houve cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco cidades de nosso Estado – Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Nova Mamoré e Rolim de Moura, em residências, fazendas e empresas dos envolvidos, além de órgãos públicos estaduais e na Assembleia Legislativa. RELEMBRE EM VÍDEO, O DIA DA OPERAÇÃO:

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