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Publicado em Quinta, 27 de Fevereiro de 2014 - 14h48

DESFILE TRADICIONAL

Gessi Taborda


DESFILE TRADICIONAL

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O desfile da Banda do Vai Quem Quer não deveria ser suspenso com a justificativa da enchente do rio Madeira. A Banda é a única tradição de verdade dessa festa popular em Porto Velho. Criada por boêmios de um tempo que a cidade esqueceu, a Banda do Vai Quem Quer deveria ser encarada como um patrimônio imaterial de Rondônia, uma das melhores tradições da cidade.
A Banda imortalizou Manuelão, seu eterno general, e foi por todo o tempo um espaço democrático na abertura da folia, com marchas e enredos que soube preservar o espírito de ironia daqueles portovelhenses dos tempos do Manuelão. Em suas marchas e na alegoria de suas camisetas, a Banda permitiu a crítica e o deboche de cartadas políticas.
Esse é o tipo de carnaval que pode ser feito sem a dependência do dinheiro público. Proibir a Banda de Desfilar é uma ignomínia. Por outro lado, nesse carnaval chinfrim está mais do que certo por ponto final na distribuição de dinheiro público para uma festa que, no geral, nada acrescenta em termos econômicos, sociais e culturais para a cidade.

ADIADA

Com base num informe de fonte credível, a coluna afirmou que na sessão de ontem do parlamento estadual, seria lido o relatório da Comissão Processante estabelecendo penas para os parlamentares acusados do envolvimento no mais recente caso de corrupção política do estado. No âmbito policial a investigação aconteceu através da “Operação Apocalipse”. Mas a leitura em plenário acabou não acontecendo. Ontem o parlamento esteve especialmente envolvido com a posse de Brito do Incra. O suplente assumiu a vaga de Neodi Carlos, afastado por 120 dias para tratamento de saúde.
O relatório propondo o afastamento de vários deputados – de acordo com afirmação do vice-presidente da Casa, deputado Maurão de Carvalho – deverá ser lido e votado pelo plenário na próxima semana. Segundo ele, o prazo para a permanência do relatório na Comissão Processante só expirou agora. Se o relatório for aprovado pelo plenário, quem cumprirá pena maior será a deputada Ana da Oito, com pelo menos seis meses de afastamento.

PONTO POSITIVO


Numa cidade com poucos assuntos novos, não poderia dar outra: o papo agora – principalmente no arraial da prefeitura – é a enchente. Do enorme volume de press-releases distribuídos ontem à mídia, ficou claro que a gestão Nazif não fala em outra coisa que não seja a cheia do Madeira.
A maioria do material produzido pela fábrica de factoides da prefeitura só merecia um destino: a cesta sessão. Porém (e sempre tem um porém) pelo menos um chamou a atenção pelo inusitado do título: “Prefeitura recolhe lixo de áreas alagadas...”. Então a cheia do Madeira produziu esse ponto positivo? Bom, acredite quem quiser.

E DEU EM QUE?

O site ocombatente.com.br está relembrando em um de seus principais títulos (como se fosse coisa nova) um escândalo em que se envolveu o ex-deputado Tiziu (que não se perca pelo nome) Jidalias que, afirma “O observador”, recebeu um milhão de reais de propina do grupo chinês Susfor (??) para custear campanha eleitoral. Jidalias, empresário de Ariquemes eleito deputado pelo PMDB, está fora da vida pública e condenado ao ostracismo. Ele foi o articulador da primeira CPI para apurar fraudes na construção das hidrelétricas. A CPI, pelo que se sabe, não deu em nada. Tiziu disputou, como vice, a última eleição para o governo. Derrotado, recolheu-se à sua planície. E parece ter levado com ele todos os segredos “do negócio da China” de um milhão de reais. Leitores ávidos esperam mais revelações desse esquema de propina pelo intrépido site de Tadeu Fernandes.

SUJO

A sociedade ainda continua em paz. O irmão Valter (aquele que já foi vereador, deputado e presidente da Assembleia) não conseguiu sair do xilindró, mesmo obtendo um habeas no STJ. Não saiu por ser – como se sabe hoje – mais sujo que pau de galinheiro.
E agora, ao se tornar réu num processo de homicídio, não deverá ser mais o sujeito debochado de antes, embora essa postura seja cada vez mais inerente à classe política.

DESPREZO

Confesso que olhava com simpatia Roberto Jefferson. Lembro-me de sua última visita a Rondônia, quando veio cooptar o ex-governador Cassol. Chegou a falar de Ivo como um nome para a disputa da presidência. Claro que era apenas para inflar o ego de Ivo Cassol.
Mais uma vez descobri que estava errado. O jeito debochado com que o deputado Roberto Jefferson apresentou-se à imprensa, durante seu passeio dominical de motocicleta, é a marca registrada da atual classe política brasileira. O cinismo com que os condenados pelo STF apresentaram-se para o cumprimento de suas penas bem demonstra o desprezo de todos eles pelo país e por seu povo. As instituições que sempre deram suporte aos cidadãos de bem e à Justiça calam-se e omitem-se.

AZAR DO CONSÓRCIO

Os responsáveis pela construção e operação das hidrelétricas do Madeira (Santo Antonio e Jirau) viraram vitrine negativa perante a opinião publica rondoniense e principalmente perante os moradores de Porto Velho. São responsabilizados por tudo o que anda acontecendo em relação à cheia do Madeira. Pagam caro pela péssima assessoria de relacionamento público e com a imprensa, escolhida desde o momento em que esses projetos para a ser executados em Porto Velho.
É de ficar pasmo como gestores de um empreendimento desse porte chegam ao ponto de ser tratados como bandidos. Como esse pessoal não tem a menor noção de como lidar com a opinião pública. E assim, que poderia ser visto como benfeitor da comunidade passa a ser o flagelo da população. E tem mais: se não se reabilitarem perante a população irão continuar como a vitrine da esbórnia.

CAMINHO CERTO

Durante muito tempo olhei o vereador Sid Orleans com desconfiança. Afinal, ele foi secretário de saúde do famigerado Roberto Sobrinho (lamentavelmente ainda solto) e, na Câmara, foi insólito defensor do camarada que deixou Porto Velho arrasada e com herança do tipo dos “viadutos”, essa coleção de elefantes brancos a envergonhar nossa terra.
Mas agora Sid Orleans age como um vereador disposto a cumprir seu papel de fiscalizar o Executivo. E dele a iniciativa de convocar prefeito e secretários para prestar contas das atividades municipais nesse período de enchentes, bem como apresentar o plano imediato de socorro às vítimas e o plano mediato de indenização e reconstrução das casas destruídas pela enchente do Madeira.
Fazer oposição, sobretudo em Porto Velho, é difícil. A prova está ali mesmo na Câmara, onde o vereador Edmilson da Dimples (ferrenha oposição a Sobrinho na legislatura anterior) preferiu ficar do lado que a vaca deita, aceitando ser líder desse prefeito.
O vereador Sid Orleans ainda não é um opositor ferrenho, desses que não da paz ao Executivo. Mas parece estar indo na direção certa em defesa dos interesses da população.


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