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Publicado em Terça, 25 de Fevereiro de 2014 - 10h25

SORTE DO CONFÚCIO

Gessi Taborda


SORTE DO CONFÚCIO

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Tem um leitor mais assíduo que vive me escrevendo para contestar minhas ideias e afirmar as suas. Para ele, Confúcio será candidato à reeleição e vai ser o grande vitorioso na campanha desse ano. Não pretende estabelecer polêmica sobre esse assunto. Mas devo afirmar que esse leitor tem lá um argumento irrefutável: “A oposição não tem projeto para o estado de Rondônia”, diz.
Primeiro, é uma constatação, não existe “Oposição” em Rondônia. Existe, isso sim, ações superficiais e isoladas. A tal “oposição” coordenada só pode ser encontrada nas miragens políticas.
Mas, falando em falta de projeto como bem lembrou esse leitor, vai ai também uma crítica ao atual governo – que por isso mesmo terá dificuldades em garantir os votos que obteve na primeira eleição – do PMDB. Confúcio, ao longo de todo o seu mandato não foi capaz de apresentar projeto algum para transformar a realidade socioeconômica de Rondônia.
Concorde ou não o leitor, a coluna continua afirmando que Confúcio chega ao fim de seu governo como um ícone do desperdício de popularidade. Todo o respaldo que tinha conseguido como deputado federal e (vá lá) até como prefeito de Ariquemes, não existe mais. Pode ser que Confúcio até dispute a reeleição. Ele, afinal, ainda se acha o melhor de todos.

Uma pena

É realmente uma pena não existir em Rondônia uma oposição aguerrida, capaz de apresentar alternativas para garantir a inclusão de Rondônia na relação dos mais desenvolvidos do Brasil. As esperanças depositadas no atual governo foram frustradas. Nada se fez de verdade para melhorar a educação, a saúde, a segurança, etc.
Não será fácil, mas Confúcio pode mesmo ser reeleito. Está difícil surgir alguém melhor para substituí-lo. Não será o candidato profissional que acabou cassado no Senado e foi condenado por compra de votos que tem as melhores credenciais para substituir o atual governador. Mas, que fique claro: uma reeleição para Confúcio não virá por méritos, mas porque autoriza gastos exorbitantes com propaganda, libera emenda dos parlamentares de seu redil. Hoje os tempos são outros. Mesmo assim boa parte dos rondonienses teme ter opinião própria, sendo facilmente carregada pelos discursos falsos, ficando cega para a realidade dos fatos.

Perpétua

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, promulgou nesta segunda-feira uma lei que transforma a homossexualidade em um crime que pode ser punido com prisão perpétua, ignorando completamente as críticas e pressões ocidentais. Ele acusou uma parte dos homossexuais de ter feito essa opção sexual "por razões mercenárias", enquanto os outros se tornaram assim por uma "mistura inata – de elementos genéticos – e adquirida”.

Vai baixar

Ligações locais e interurbanas de telefone fixo para celular ficarão, em média, 13% mais baratas a partir de março, conforme divulgou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na segunda-feira, 24. Com as mudanças, o preço médio das ligações locais deverá passar de R$ 0,45 para R$ 0,39. Já o preço médio das ligações interurbanas feitas de fixo para móvel com DDD iniciando com o mesmo dígito passará de R$ 0,93 para R$ 0,80. E o preço médio das demais ligações interurbanas de fixo para celular passará de R$ 1,05 para R$ 0,92.

Ano letivo

Mais uma vez o estado rondoniense está ameaçado de ter um ano letivo atípico. Esse o risco que se corre no exato momento de abertura do presente ano letivo, especialmente na capital rondoniense, em decorrência da inundação provocada pela cheia do Madeira.
Muitas escolas da rede pública estão transformadas em abrigos para aquelas vítimas das inundações. Não há nessas escolas previsão do início das aulas, isso num ano em que temos eventos como a Copa, capaz de reduzir a produtividade nas escolas de todo o país (afinal, quem não vai quer assistir os jogos, mesmo pela televisão?). Há ainda as ameaças de paralisações da categoria dos servidores da Educação, insatisfeitos (como sempre) com a gestão do governo nesse segmento.

Depredações

As informações de fontes do setor educacional falam da despreocupação do governo com obrigações rotineiras, entre as quais a oferta de boas instalações escolares. Muitas dessas escolas, agora usadas como abrigos para as vítimas da calamidade pública provocada pelas águas do Madeira, correm risco de sofrer depredações e precisar novas reformas.
Esses são problemas até de fácil solução. Drama mesmo é deixar turmas inteiras de estudantes sem professores, como é tão comum a cada novo período.

Depois do telefonema

A mobilidade de docentes, em decorrência de licenças, transferências e aposentadorias, somadas à burocracia dos órgãos públicos, invariavelmente resulta em prejuízos para os estudantes que ficam longos períodos sem aula. Este é um ano eleitoral, mas a educação não precisa de um novo período de promessas.
Como o nosso filosófico governador recebeu no final da semana que passou telefonemas da própria Presidente Dilma (e não se fala de outra coisa no Palácio) pode ser que ele esteja estimulado a trabalhar prá valer. E já que é ano de Copa, vamos torcer.

Benefícios cancelados

Acreditando na culpabilidade do consórcio das hidrelétricas do Madeira diante de pandemônio das águas que vem expulsando famílias vítimas da inundação, deputados deverão propor a revogação da lei que assegurou benefícios fiscais ao consórcio responsável pela construção das hidrelétricas. A proposta deverá ser apresentada ainda nessa semana ou princípio da outra.
A reação dos deputados ao flagelo vivido em função da cheia vai além: uma CPI está prometida para investigar as indenizações concedidas pelo Consórcio e aplicação dos recursos das compensações.

Cartada certeira

O Ministério Público do Estado enviou proposta (Projeto de Lei) a Assembleia Legislativa para extinguir cargos comissionados que foram alterados para provimento efetivo. Certamente o uso desenfreado de contratações de servidores comissionados na administração pública é uma prática que fomenta muitas das ações de corrupção nessa máquina e fere frontalmente os preceitos republicanos contidos na Constituição. Certamente, o dia em que a única porta de entrada para o serviço público for através de concurso, haverá mais transparência na coisa pública.


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