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LUIZINHO GOEBEL INSISTE EM DEFENDER VALTER ARAÚJO

Segunda-feira, 30 Abril de 2012 - 19:01 | Elianio Nascimento


Senso de Justiça



Impressiona a defesa daqueles que defendem o quadrilheiro Valter Araújo. O deputado Luizinho Goebel (PV) foi à imprensa de Vilhena para apresentar sua versão sobre a denúncia do RONDONIAGORA de que já declinou irrestrito apoio ao foragido. Lá pelas tantas o parlamentar do sul rondoniense disse que não declarou voto, porque “meu senso de Justiça me diz que não devo me pronunciar antes que a Comissão apresente os resultados de seu trabalho”.

Senso de Justiça do PF e MP

A defesa a Valter Araújo impede que Luizinho Goebel lembre o que todos os rondonienses sabem: que as denúncias contra o amigo Valter Araújo são frutos de meses de investigação da Polícia Federal e Ministério Público, com milhares de horas de gravações de um verdadeiro criminoso em ações intensas. Muito mais que tudo isso, bastaria o senhor Luizinho Goebel não esquecer que esse mesmo foragido atuou contra a saúde de seu Estado, contra as instituições, planejou tocaia contra federais e ainda por cima é um fugitivo. Que senso de Justiça o deputado ainda precisa? Tudo isso já não seria o bastante para saber que houve mais de uma dezena de fatos concretos de quebra de decoro parlamentar?

Ajuda na campanha

Ou a possibilidade de retorno do foragido colocaria de pé o acordo entre Valter Araújo e Luizinho Goebel rumo a Prefeitura de Vilhena? Que prevaleça sim o senso de Justiça, mas o do nosso povo.

A crise na saúde interessa

Gravíssima a denuncia do presidente do Sindicato Médico de Rondônia, Rodrigo Almeida que a empresa de ortopedia contratada pelo Governo recebeu em regime de produtividade, ou seja, quanto mais operavam, mais ganhava. Segundo Rodrigo, nem houve comprovação que os profissionais que atuaram por aqui nos últimos meses, eram mesmo da área ortopédica. Ele disse ainda que falta na verdade planejamento ao Governo. Disse que houve um contrato de uma empresa de neurocirurgiões no valor de R$ 730 mil. Caso se contratassem servidores públicos o mesmo serviço teria uma economia de R$ 500 mil.

Tô nem aí

A empresa Marquise, responsável pela tal coleta seletiva de lixo em Porto Velho, parece não respeitar mesmo os cidadãos da Capital e nem as autoridades. O conselheiro Edilson Souza revela em seu relatório sobre a aplicação dos recursos das compensações do consórcio da usina de Santo Antônio que a Marquise está comprometida a construir o aterro sanitário, conforme consta no edital de licitação, vencido pela firma cearense. Mas como o prefeito Roberto Sobrinho (PT) e sua equipe incluíram a obra como compensação, algo em torno de R$ 4 milhões, a Marquise deu o assunto por encerrado. E a população paga a conta porque agora nem Marquise e nem Santo Antônio tomaram a iniciativa de construir o aterro. “Outra ação pendente se refere ao compromisso do empreendedor para construir aterro sanitário no Município de Porto Velho, no valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), no entanto, a execução dessa obra já constava do contrato dos serviços de limpeza urbana celebrado com a empresa Construtora Marquise S.A”, diz trecho da equipe do Controle Externo do Tribunal de Contas de Rondônia.

Tem boi na linha

Anotem o nome dessa empresa. Axis Consultoria Urbana Ltda, escolhida a dedo pelo gabinete do prefeito Roberto Sobrinho, para revisar o Plano Diretor do Município de Porto Velho. Selecionada sem o menor dos critérios, a empresa sub-rogou o contrato para Vértice, Penof Solutions, IBAM, Georondon Consultoria e Petrocchi no valor de R$ 488 mil, mas até agora o serviço não saiu do papel. Um dado interessante é que a prefeitura firmou aditivo de R$ 587 mil, vejam só, com o propósito de salvaguardar o interesse da Axis, sob forma de compensação aos valores relativos aos projetos não aceitos ou cancelados pela municipalidade. Ou seja, se fosse um ente privado, ou a empresa faria o serviço determinado ou amargaria o prejuízo pela incompetência. No município, a coisa é inversa. Pagaram para a empresa não ter prejuízo. Coisa de outro mundo.

Prejuízo para o Erário

Veja trecho do Tribunal de Contas condenado a prática lesiva ao Erário: “tivesse a Administração Municipal agido na defesa do interesse público, os serviços realizados de forma incompatível não seriam recebidos, os valores seria glosados, sem prejuízo de eventuais cominações à empresa. Na hipótese ventilada, a municipalidade mediante termo aditivo pagou novamente pelos serviços descartados. Portanto, cabe ao gestor do contrato a responsabilidade pela prática do ato danoso aos interesses da municipalidade”. E tem dito o conselheiro que a Axis também concorreu na prática de ato lesivo à municipalidade, em face da subcontratação da empresa Complexx Tecnologia, com a finalidade de instalar um sistema de comunicação wireless, no valor de R$ 487 mil, que até o momento se afigura inoperante, além de ter recebido mais R$ 100 mil para elaboração de um Plano Estratégico para a Prefeitura Municipal, sem que a municipalidade tenha comprovado a realização desses serviços.

Tomou doril

Inimaginável essa situação, mas é verdade. Despareceram bens móveis doados pelo consórcio avaliados em R$ 577.495,64 ao Hospital Regional de Cacoal. Ninguém sabe e ninguém viu. Nem a equipe do Tribunal de Contas. Alguém vai arcar com a conta.

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