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Publicado em Sexta, 21 de Janeiro de 2011 - 17h03

Fazendas não declaradas à Justiça Eleitoral podem barrar o futuro político de Confúcio Moura - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


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“O assentamento era para 100 famílias e lá tem menos de 20; nenhum pé de cebolinha está plantado e todos têm transporte para trabalhar na cidade. Confúcio é um herói por lá.”

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Na mídia nacional, de novo

O governador Confúcio Moura foi procurado pela revista Veja para explicar vícios no processo de aquisição pelo Incra da fazenda Vale do Jamari, no município de Theobroma. O Instituto de Colonização e Reforma Agrária registrou a compra da propriedade no cartório da Comarca de Jaru antes que os técnicos do órgão deliberassem sobre a viabilidade de assentamento no local. A fazenda foi vendida para a União por quase 7 milhões de Reais. Se comparado a outros, o processo ocorreu em tempo recorde.

MP investiga

Confúcio diz que era dono da fazenda desde 1980, mas nunca declarou o patrimônio à Justiça Eleitoral. Pelo menos 7 outras propriedades do atual governador de Rondônia foram omitidas nas declarações. Ao analisar as denúncias publicadas no site Rondoniagora,  a Justiça ordenou a retirada da matéria do ar, para que o então candidato não fosse prejudicado, mas, de ofício mandou o Ministério Público apurar o crime. Se comprovado, através de documentos obtidos em cartórios e no Incra, Confúcio Moura fica inelegível e pode ser condenado a uma pena de reclusão de até 5 anos.

Defesa no blog

Na época da denúncia, Confúcio Moura afirmou ao Rondoniagora que ele próprio fez a declaração de bens. Disse que todas as terras estavam na listagem patrimonial. Mentiu e ainda questionou o porquê estava sendo questionado. Coisas de Confúcio.

Antes da Veja  chegar às bancas, Confúcio já tratou de postar defesa no seu blog pessoal. Confira:

“Na campanha política passada, alguns sites do Estado pegaram forte em mostrar ao povo o meu aumento de patrimônio familiar. Tive que usar a justiça para tirar tudo do ar.

Tudo bem, o tema volta agora, depois da eleição e da minha vitória. Sou um vivente normal, como todos, pode comprar e pode vender o que tem. No meu caso, tenho casa, carro, hospital, terrenos, fazenda. o que se pode fazer?
Não vender se não tiver necessidade ou vender a qualquer tempo. É o que fiz. Vendi propriedade rural por interesse público ao INCRA e tudo justo e legal. Fato consumado. Para um cidadão comum não seria notícia. Para o homem público, o caso vai e vem com intensa freqüência. E assim sempre foi e assim sempre será.” (sic)

Complica-se e não explica

Como sempre Confúcio não consegue explicar nada com nada. Ninguém questiona ele ter ou não uma propriedade, ser rico ou ser pobre. Questiona-se o porquê dessas propriedades não estarem devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. No caso da revista Veja a própria celeridade no processo de compra e venda da fazenda Vale do Jamari é colocada em xeque. Gustavo Ribeiro, o repórter da editora Abril que levanta o caso, também quis saber o porquê de não ter havido desapropriação da fazenda. Acontece, caros internautas, que a fazenda nunca foi objeto de lide. A história é um tanto quanto escabrosa e vou resumi-la. Confúcio Moura era dono de uma grande fazenda desde 1980, plantou pasto, construiu sede e casa para os empregados, colocou cercas e mantinha mais de 2 mil cabeças de gado no local que, aliás, também nunca foram declaradas. Em 2007 um grupo de aproximadamente 20 sem-terra, sem nenhuma bandeira de movimento social, invadiu a fazenda de Confúcio. Homem generoso como é, Confúcio simplesmente abriu mão do patrimônio. Três meses depois já corria o processo no Incra para a compra da fazenda. E tem mais alguns detalhes: o assentamento era para 100 famílias e lá tem menos de 20; nenhum pé de cebolinha está plantado e todos têm transporte para trabalhar na cidade. Ah, ia esquecendo...Confúcio é um herói por lá.

Movimento de esquerda

Cansados da falta de identidade do PT e PC do B, um grupo de lideranças está consolidando o projeto de ressuscitar o PCB em Rondônia. A idéia da legenda é sustentar os movimentos de esquerda e assumir a postura crítica deixada de lado pelos petistas e comunistas, agora elevados ao poder através do governador Confúcio Moura (PMDB) e do prefeito Roberto Sobrinho (PT). A briga dentro do PC do B é tão grande que alguns estão prometendo se esbofetear nas ruas por causa dos cargos dentro do Governo. O PCB organizou um calendário de reuniões para discutir e formatar a provisória estadual e as municipais.

Vergonha sindical

O PCB vem justamente se contrapor a pessoas como o ex-presidente da CUT, Itamar Ferreira dos Santos, filiado ao PT, hoje um dos maiores carrascos da população de Porto Velho. Ele concordou com os empresários do transporte coletivo e concedeu aumento na tarifa e ainda tenta justificar o injustificável para uma frota de ônibus velha, suja e sem veículos suficientes para atender a demanda da Capital.

Campanha de filiações

O ex-deputado Miguel de Souza reorganiza o Partido Republicano (PR) e abre temporada de filiações. Trouxe para os quadros da legenda o ex-vereador Alan Queiroz e prometeu acertar as comissões provisórias nos municípios já com vistas às próximas eleições. Miguel de Souza é bem articulado, transita na classe empresarial sem grandes problemas e tem em seu poder um naco importante do eleitorado da Capital. Na diretoria de Projetos do DNIT, Miguel priorizou Rondônia ao ajudar na decisão política de trazer os viadutos e a duplicação da BR-364.

Briga por gabinetes

Deputado federal eleito Nilton Capixaba (PTB-RO) foi colocado junto com os “novatos” da Câmara em uma das alas menos requisitadas pelos parlamentares. Como não é marinheiro de primeira viagem, Capixaba lamenta porque o espaço é pequeno para atender o grande número de visitantes, lideranças e colegas parlamentares. No passado, Capixaba ganhou um dos melhores gabinetes por ter assumido a terceiro secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.


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