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Publicado em Sábado, 16 de Outubro de 2010 - 11h40

Momento Confúcio Moura - Fiz metáforas, esbocei poesia

Ivonete Gomes


Momento Confúcio Moura - Fiz metáforas, esbocei poesia

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“Os meus relatórios disseram verdades e muitas esperanças. Fiz metáforas, esbocei poesia”

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O Brasil tem 5.564 municípios e dinheiro a rodo para contribuir com o desenvolvimento de todos eles. Mas quem sabe das necessidades de cada localidade é o administrador local, o prefeito.  É dele a responsabilidade de solicitar verba de programas existentes e justificar a aplicação dos recursos. Para isso, o prefeito precisa contar com um corpo técnico formado por pessoas capacitadas na elaboração de projetos.

No livro Caleidoscópio, o ex-prefeito de Ariquemes Confúcio Moura (PMDB) lamenta não ter recebido o apoio que esperava do Governo Lula que intitula de “Saltimbanco trapalhão”. Lendo o capítulo dedicado as investidas em Brasília, consegui finalmente entender o porquê Confúcio não obteve sucesso com os projetos elaborados por ele mesmo. Confúcio Moura não enviava projetos, mas poesias para o Governo Federal.

Boa leitura!

“Dezembro, o Governo Federal ainda não empenhou quase nada. Foram muitas as viagens. Os meus relatórios disseram verdades e muitas esperanças. Fiz metáforas, esbocei poesia. Joguei letras estreladas aos ventos na esperança de tomarem velocidades. O Governo (Federal) segura o dinheiro do município. Passaram-se onze meses, sempre comprometidos com a necessidade de voto do Senado ou da Câmara. Enquanto isso, o dique está cheio, saindo pelo ladrão e nada de prático para os prefeitos.

“...É uma pena a República Federativa do Brasil. República que deveria ser a forma de governar com união para o bem comum, infelizmente, mas parece mais um governo de saltimbancos. Como é linda a teoria dos seminários, nem parece o Brasil brasileiro. Tudo lindo e maravilhoso. Por debaixo de tudo há um inferno verdadeiro. O inferno existe e ele mora em Brasília.

Ir à Brasília é uma forma de terapia tibetana, submeter-se a uma paciência de monge, a caminhadas de fazer bem a saúde, o exercício da arte de esperar, tudo isto bem vestido de paletó e gravata. Tirar um retrato aqui e ali, dizer coisas extraordinárias do futuro, ser peregrino a subir escadas, grudar no peito, em cada Ministério, o crachá visitante. No mais  é estar na mão da Polícia Federal  e da ADIN, ser devidamente qualificado por questionários  dos seguranças. A cada passo, ser fotografado pelas câmeras escondidas”. (páginas 66, 67 do livro Caleidoscópio de autoria de Confúcio Moura).”


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/momento-confucio-moura-fiz-metaforas-esbocei-poesia)
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