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Publicado em Terça, 15 de Maio de 2012 - 18h14

A QUEM INTERESSA NÃO CASSAR EPIFÂNIA?

Elianio Nascimento


Muito se falou nos últimos dias sobre os nobres feitos da deputada estadual Epifânia Barbosa. Colegas de imprensa lembraram, por exemplo, que ela não é a única denunciada no esquema que caiu com a Operação Termópilas, além de questionarem a quem interessava cassar a parlamentar. Não entrarei no embate com outros jornalistas, apresentarei, no entanto, os motivos que não somente eu, mas acredito que muita gente em Rondônia, têm para exigir que a petista sofra com a punição máxima.

Amparada pelo desejo do PT por mais poder, Epifânia acabou participando da Mesa Diretora na gestão de Valter Araújo. Encheu a Casa de Leis com dezenas de companheiros que somente no final do ano foram exonerados. Até ai nada de mais, faz parte do jogo sujo.

Mas não era só. Como ficou comprovado, a mulher ganhava dinheiro do foragido para ajudar a manutenção do poder. Foram duas ocasiões. Na primeira, passou três dias com R$ 60 mil, devolvendo depois sem nada perguntar e nada responder. Não entregou a propina imediatamente por alguma razão? Não seria o caso de acionar autoridades policiais e denunciar a pilantragem? Esperou cair para então justificar a infeliz idéia, que, aliás, ninguém pode comprovar. Outra vez pegou grana e disse que era emprestado. Como sabemos, as relações de Epifânia com o prefeito Roberto Sobrinho e outros graúdos da atual administração de Porto Velho são bem grandes. Nova pergunta: Roberto não poderia ajudar a amiga fiel? Miriam Saldanã, que tem um irmão no gabinete de Epifânia não teria esse dinheiro?

Engraçado é que agora os questionamentos vão pra outro lado. Os colegas esquecem que quem colocou Epifânia no meio do furacão não foram os jornalistas, mas as investigações sérias da Polícia Federal que eles próprios dão tanto valor, como qualquer ser pensante. Dizer agora que nada foi provado, ou que existem interesses maiores é algo no mínimo excessivo.

Assinalaram ainda o fato de Epifânia ser mulher. Eu digo inclusive que não é uma qualquer. É a presidente regional de um dos maiores partidos do país. Era favorita para ser indicada a sucessão do amigo Roberto Sobrinho. E tem algo maior que chama a atenção do povo e imprensa: é da classe política. Mas fizesse ou estivesse Epifânia do lado certo, jamais isso tudo estaria acontecendo. A Polícia Federal é talvez a instituição mais respeitada desse país. Fizemos, os “ruins” que denunciam a nobre parlamentar, apenas dar eco a meses de investigação.

E porque cassar Epifânia?. Não é nada pessoal. De minha parte por exemplo, não sobra nenhum desses ai, em que pese a análise de cada caso isoladamente e o grau de envolvimento com o líder do bando.
Só para encerrar, acredito que o pensamento popular não se insere no contexto de sexo, mas das ações. Epifânia não esteve na Mesa Diretora por ser mulher, mas por representar o partido que queria o poder, como já se disse. Seria a mesma coisa que hoje inocentar a ex-deputada Ellen Ruth por não ser homem. Penso assim, que bater em mulher é extremamente fácil, mas apenas quando ela se coloca em uma situação tão vulgar e comum a homens sem caráter.

Alegria de pobre

Ainda não deu certo, uma vez que a boa decisão do desembargador Roosevelt Queiroz Costa não deixou o caso avançar rapidamente. O fato é que a Federação das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros dos Estados do Mato Grosso do Sul e Rondônia (Fetramar) entrou na briga para derrubar as leis da Capital que determinaram que os coletivos trafegassem com ar-condicionado, manter cobradores, gratuidade a pessoa com deficiência, a catraca na parte traseira dos ônibus, informação de quantidade de ônibus nas linhas e de corredores expressos. A Federação diz que a iniciativa das leis deveria ser do prefeito Roberto Sobrinho, o que sabe-se nunca teria qualquer intenção nesse sentido. Para a entidade, isso torna as legislações nulas.

Antigas e só agora

A Federação entrou com Adins, pedindo liminares, mas já na primeira oportunidade o desembargador negou de plano, explicando por exemplo, que algumas das legislações já vigoram há mais de 10 anos, como a Lei do ar-condicionado – incrivelmente ninguém fiscaliza – e não havia motivo para a pressa no provimento judicial.

Hotel Rondon

Corrigindo a informação da coluna divulgada nesta segunda-feira. O ex-secretário José Batista não foi preso no Hotel Rondon. Ele residia no Hotel Aquarius.


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